Mostrando postagens com marcador Graça Peixinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Graça Peixinho. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Compre verde


Os produtos que compramos no dia-a-dia deixam um rastro duradouro no planeta. O plástico que jogamos fora leva milhares de anos para se degradar. Muitos alimentos vêm de áreas de desmatamento. Nossas compras rotineiras envolvem uma cadeia de lojas, indústrias, transportadoras e agricultores que despejam na atmosfera até 77% dos gases que estão mudando o clima da Terra. A boa notícia é que existem cada vez mais produtos que ajudam a proteger a natureza e garantir que o planeta continuará a nos oferecer um ambiente saudável sem que seja necessário abrir mão dos confortos da vida moderna. Só precisamos saber escolher.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Incêndio reduz a flora e a fauna da Chapada

Embora 50% da vegetação do Parque Nacional da Chapada Diamantina tenha sido consumido pelo fogo, o biológo e pesquisador Abel Augusto Conceição, 38 anos, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), afirma, que, a maioria das espécies da flora sobreviverá porque tem adpatação ao fogo.
A afirmativa é baseada numa pesquisa feita por Abel e sua equipe sobre "Efeitos do fogo sobre a vegetação de Campos Rupestres na Chapada Diamantina". Foi verificado que algumas gramíneas nativas chegam a brotar e florescer com apenas duas horas de extinção do fogo. Como a vegetação no Parque Nacional da Chapada é composta por campos rupestres e cerrado a regeneração pode ser rápida.
Entretanto, a recuperaçãoda fauna não será fácil. O geógrafo Marco Freitas mestre em Zoologia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) , diz que o maior impacto será a diminuição das populações, principalmente entre os animais de maior porte. Animais caçados como cutia, veado, paca, porco-do-mato depois do incêndio ficarão mais raros. Aqueles de menor porte têm mais facilidade de se esconder do fogo. Os grupos reduzidos acabam cruzando entre si, diminundo a variedade genética e produzindo indivíduos menos resistentes.

Fonte: Jornal A Tarde - 15.11.2008

sábado, 15 de novembro de 2008

DESTRUIÇÃO NA CHAPADA DIAMANTINA

Um incêndio toma conta da Chapada Diamantina. Os focos já atingiram 31 municípios da região, desde julho, e o fogo já consumiu aproximadamente 75 mil hectares da mata. O Corpo de Bombeiros e o Ibama auxiliados por aviões não têm conseguido conter as chamas que se propagam com a estiagem. Segundo estimativas de gestores, metade do parque (152 mil hectares) foi destruída.
As causas do incêndio são as queimadas, ou restos de cigarros jogados na mata. Com a seca o fogo se propaga e acontece a tragédia. Os danos ambientais são incalculáveis. Muitos animais estão morrendo e algumas espécies em extinção podem desaparecer, bem como a vegetação. Agora, espera-se que as chuvas caiam com mais força para debelar as chamas.
O parque Nacional da Chapada Diamantina é uma área de conservação de proteção integral, mas isso só no papel. Os incêndios acontecem todos os anos, por falta de recursos governamentais para fiscalizar de toda área do parque. Ademais os infratores nem sempre são punidos porque a ação policial geralmente é tardia.
Fonte: Jornal A Tarde, 15.11.08

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Madeira, capim e resíduos agroindustriais estão na mira da produção de energia

3.9.2008
O I Seminário de Madeira Energética reúne, no Rio de Janeiro, pesquisadores e empresas públicas e privadas para discutir o uso eficiente dos recursos vegetais para fins energéticos. Ontem (02.09), um dos blocos debateu as variáveis para florestas energéticas, capim elefante e resíduos agroindustriais. O evento é organizado pelo Instituto Nacional de Eficiência Energética - INEE e conta com o apoio da Embrapa, Ibama, Iniciativa Carvão Verde, Serviço Florestal Brasileiro e do Ministério do Meio Ambiente.
Foto: Embrapa FlorestasPara uso energético, as florestas plantadas conjugam fatores positivos como grande extensão territorial, oportunidade para incorporação de áreas degradadas (que já somam 130 milhões de hectares), disponibilidade de espécies florestais adaptadas para quase todas as regiões e conhecimento científico e tecnológico na área de silvicultura.No entanto, existem gargalos como a produção de sementes florestais de qualidade. “O Brasil não tem produção suficiente para dobrar a área plantada que hoje está em 5 milhões de hectares”, pontuou Helton Damin Silva, chefe da Embrapa Florestas (Colombo, PR), unidade que lidera o projeto Florestas Energéticas com a participação da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) e da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). De acordo com Damin, o mercado de madeira está aquecido. Dos 350 milhões de metros³ demandados por ano, apenas 90 milhões são oriundos de florestas plantadas. A diferença é suprida pela mata nativa de forma legal ou não. “Cerca de 30% de todo o eucalipto plantado no Brasil estão em Minas Gerais para atender basicamente a indústria siderúrgica. É o Estado mais interessado na questão”, afirma Damin. Não por menos, é o Estado que irá hospedar, em junho de 2009, o I Congresso de Florestas Energéticas. Outra forma de obter energia é o aproveitamento de resíduos agroindustriais. Dados apresentados pelo diretor do INEE, Pietro Erber, mostram que há potencial para uso de até 9,1 milhões de ton/ano de biomassa vindas do bagaço de cana, casca de arroz, fibras residuais de coco, milho, sorgo, café, algodão e fumo, além de restos de madeira e podas de árvores. O volume seria suficiente para gerar 174 mil empregos, mas ainda faltam tecnologias mais eficientes para o processamento destas matérias-primas. O capim elefante, tema levado pela Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e pelo Instituto de Pesquisa Tecnológicas – IPT (São Paulo, SP), chama atenção pelo crescimento rápido e pela produtividade de até 30 toneladas de massa seca/ha/ano. Pesquisas com melhoramento genético poderiam abreviar os ciclos de colheita.Os debates continuam hoje (03.09): dimensão social e ambiental do carvão vegetal, gaseificação de biomassa, combustíveis sintéticos, bio-refinarias e produtos não energéticos na cadeia da madeira. O evento é patrocinado pelo BNDES e pela Vale (Companhia Vale do Rio Doce).

Soraya Pereira Jornalista, MTb 26.165-SP
Embrapa Agroindústria de Alimentos
Bruna Dias Assessoria de Imprensa do INEE