segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Concentração de CO2 na atmosfera é a maior em 20 milhões de anos, diz estudo

A concentração atual de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera aumentou de forma dramática em 2007 e provavelmente é a maior nos últimos 20 milhões de anos, segundo um relatório publicado pela organização Global Carbon Project.
O relatório Carbon Budget and Trends 2007 (Planos e Metas de Carbono 2007, em tradução livre) apontou que no ano passado a concentração de CO2 foi de 2,2 ppm (partes por milhão), ante os 1,8 ppm em 2006 e acima dos 2 ppm de média do período 2000-2007."A atual concentração é a maior durante os últimos 650 mil anos e provavelmente durante os últimos 20 milhões de anos" afirmaram os autores.China e Índia foram os países onde mais aumentaram as emissões de CO2, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global.
O relatório constatou que, em 2006, a China ultrapassou os Estados Unidos como o maior emissor de CO2 do planeta e que a Índia, em breve, se transformará no terceiro maior emissor global, ao ultrapassar a Rússia.Mais da metade das emissões atuais de CO2 provêm dos países menos desenvolvidos, mas o relatório destacou que, de uma perspectiva histórica, os países em desenvolvimento que representam 80% da população mundial só somam 20% das emissões totais realizadas desde 1751. De fato, os países mais pobres do mundo, com uma população de 800 milhões de pessoas, "contribuíram com menos de 1% destas emissões acumulativas".
O relatório destacou que oceanos e terra acumularam 54% das emissões humanas de CO2 realizadas entre 2000 e 2007, mas também constatou que "a eficiência destes sumidouros para recolher CO2 diminuiu 5% nos últimos 50 anos", tendência que continuará no futuro.Outro dado destacado pelo estudo é que o desmatamento é responsável pelas emissões líquidas de 1,5 bilhão de toneladas de dióxido de carbono ao ano.O desmatamento na América do Sul e na América Central foi responsável por 41% deste número, enquanto outros 43% procederam da Ásia e 17% da África. (Fonte: Folha Online)
Postado por: Ivana Lima

Parte do território baiano poderá ficar deserto

Segundo reportagem publicada no jornal A Tarde, no dia 20/07/08, mais da metade do território da Bahia poderá virar deserto, devido à falta de água. O prognóstico é do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), que já está elaborando um programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação, com previsão para ser concluído até o fim do ano. Nas áreas ameaçadas pela desertificação, vivem 6,4 milhões de pessoas, segundo dados do Ingá.

O Ingá não tem dados técnicos para avaliar o avanço do problema, mas para o diretor de geociências da Universidade Federal da Bahia – UFBA. Luís Rogério Leal, especialista em hidrogeologia e monitoramento ambiental, os dados ainda são limitados para se trabalhar no combate às causas da desertificação.

O Programa Estadual de Desertificação servirá para definir as ações do governo na contenção dos fatores que agravam a seca, como o uso inadequado do solo e o desmatamento. A previsão de que o sertão pode ficar deserto resulta de análises divulgadas pelo Painel Intergovernamental de Pesquisas Climáticas, que deu alerta mundial quanto ao aquecimento global e se encerra no Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca – PAN- Brasil, do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Jornal A Tarde

Postado por Graça Peixinho

Cresce o ritmo do desmatamento na Amazônia

Em Novo Repartimento, no sudeste do Pará, a floresta vem sendo arrasada. A maior parte das arvores é queimada para dar lugar às pastagens; só as toras mais nobres chegam até as madeireiras. A madeira é transportada pela rodovia Transamazônica, por um trecho em que não há qualquer fiscalização.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou novos números da devastação na Amazônia. Em agosto, foram destruídos 756 quilômetros quadrados de florestas – uma área equivalente à metade da cidade de São Paulo. Em relação a julho, o desmatamento cresceu 134%; em comparação com agosto do ano passado o devastação triplicou: chegou a 228%. O Pará foi o estado que mais desmatou em agosto, 57% do total da área destruída. “Lá você tem três forças pressionando a floresta: extração ilegal de madeira, pecuária e extração de carvão vegetal”, explica Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que vai punir com rigor os responsáveis e que a culpa pelo desmatamento é da eleição. “Vou apresentar estatísticas que mostram que, historicamente, aumenta o desmatamento nos meses anteriores às eleições municipais. Nenhum prefeito quer ser antipático”, afirmou.
Fonte: Jornal Hoje.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Preserve a Natureza

Alerta para preservação.

Meio ambiente atento às propagandas políticas

Em épocas de campanha eleitoral os candidatos investem em diversas formas de conquistar o eleitorado. Além do tradicional horário reservado nos meios de comunicação e os eternos santinhos, os políticos utilizam bandeiras, adesivos e os famosos e barulhentos carros de som.
Para os partidos e coligações a prática surte efeito, mas o meio ambiente, ao contrário do que muitos acreditam, é bastante danificado. O uso indevido do som pode causar conseqüências graves provocadas pela poluição sonora.
A noção de poluição sonora considera, em geral, todos os ruídos capazes de ocasionar uma perturbação passageira, mas, que repetidos durante um longo intervalo de tempo, podem ter uma grave repercussão na saúde e na qualidade de vida. Os seus efeitos vão depender da sensibilidade das pessoas ou dos animais expostos. Ressalta-se, porém, que há uma média de volume ideal permitido. Os decíbeis não podem ultrapassar 60db.
As conseqüências sobre a saúde são variáveis, provocando nas pessoas irritabilidade, insônia, depressão e problemas de audição, que podem ir até a surdez passageira ou definitiva. Em certos casos, a poluição sonora pode ser agravada também pela hipersensibilidade auditiva patológica de alguns indivíduos.
Fonte: Folha do Estado
Postado por: Ivana Lima e Fernanda Barreiros

sábado, 20 de setembro de 2008

A importância da ecologia urbana para o futuro da humanidade
ago/08 25 Por Luiz Fernando do Valle

Hoje, mais de 50% da população mundial vive nas cidades. No Brasil já são mais de 80% de moradores em áreas urbanas. É um índice muito alto e mostra que o futuro de nosso planeta passa por soluções que terão de ser adotadas nessas cidades para que possamos preservar os nossos ecossistemas.
Para muitos estudiosos, as próprias cidades são consideradas ecossistemas vivos uma vez que têm diversas espécies interagindo entre si e com o meio ambiente.
Ecologia urbana é a relação do homem com meio urbano, ou com tudo que o cerca em uma cidade, sejam seres vivos ou coisas. Ela procura entender os sistemas naturais dentro das áreas urbanas, com suas conseqüências na qualidade de vida desses seres vivos.
O homem é o centro desse estudo. Ele é o maior culpado pelo desequilíbrio ocorrido em todos os ecossistemas de nosso planeta. Ele é a única espécie com capacidade de se autodestruir e de destruir as outras espécies.
Hoje parece pouco provável que o mesmo homem que destrói o que o cerca em uma velocidade impressionante venha a se preocupar com a preservação do meio ambiente nas cidades, justamente o lugar onde mais se consome insumos e energias e mais se produz resíduos sendo, portanto, as maiores poluidoras de nossos recursos naturais. Mas pode ser possível sim, desde que haja vontade dos líderes empresariais, políticos e comunitários, e que a sociedade se envolva de forma planejada, despertando uma nova consciência coletiva para a necessidade da mudança em nossos hábitos e costumes.
Quando se fala em ecologia urbana não se faz referência somente ao salvamento das árvores dos canteiros das ruas ou das praças, ou à despoluição dos rios ou mares que banham as cidades, ou mesmo à melhora da qualidade do ar que se respira. Claro que tudo isso também faz parte. Fala-se em buscar um equilíbrio pleno entre o progresso necessário para nossa sociedade moderna poder se desenvolver e a preservação do meio ambiente.
O uso de água, energia elétrica e de outros recursos naturais, bem como o despejo de resíduos no meio ambiente devem fazer parte da pauta de discussão na ecologia urbana, mas o assunto é muito mais complexo e exigirá maior engajamento dos poderes envolvidos.
Com o crescimento das cidades e das populações urbanas novas soluções devem ser encontradas para estes problemas. Não se pode ficar remendando idéias antigas e ultrapassadas, é necessário ousar, pensar à frente, ser visionário em relação às soluções para estes e para outros problemas que teremos de enfrentar nesta sociedade em constante transformação.
O estudo e o entendimento da ecologia urbana só é o começo, porém, o grande desafio é evitar o colapso das cidades que, com o crescimento acelerado, estão se tornando bombas-relógio prestes a explodir e com elas o futuro da humanidade.
Pretendo voltar a falar de ecologia urbana em outro post no futuro.

Postado por Graça Peixinho

sexta-feira, 12 de setembro de 2008


Coleta seletiva


É separar o lixo para que seja enviado para reciclagem. Significa não misturar materiais recicláveis com o restante do lixo. Ela pode ser feita por um cidadão sozinho ou organizada em comunidades : condomínios, empresas, escolas, clubes, cidades, etc.


ALGUNS BENEFÍCIOS DA COLETA SELETIVA :


Menor redução de florestas nativas.

Reduz a extração dos recursos naturais.

Diminui a poluição do solo, da água e do ar.

Economiza energia e água.

Possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo.

Conserva o solo.

Diminui o lixo nos aterros e lixões.

Prolonga a vida útil dos aterros sanitários.

Diminui os custos da produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias.

Diminui o desperdício.

Melhora a limpeza e higiene da cidade.Previne enchentes.

Diminui os gastos com a limpeza urbana.

Cria oportunidade de fortalecer cooperativas.

Gera emprego e renda pela comercialização dos recicláveis.


Cores padronizadas das latas de lixo


Azul - Papel
Amarelo - Metal
Verde - Vidro
Marrom/metal - Orgânico
Vermelho - Plástico
Preto - Madeira
Cinza - Resíduos Gerais

Madeira, capim e resíduos agroindustriais estão na mira da produção de energia

3.9.2008
O I Seminário de Madeira Energética reúne, no Rio de Janeiro, pesquisadores e empresas públicas e privadas para discutir o uso eficiente dos recursos vegetais para fins energéticos. Ontem (02.09), um dos blocos debateu as variáveis para florestas energéticas, capim elefante e resíduos agroindustriais. O evento é organizado pelo Instituto Nacional de Eficiência Energética - INEE e conta com o apoio da Embrapa, Ibama, Iniciativa Carvão Verde, Serviço Florestal Brasileiro e do Ministério do Meio Ambiente.
Foto: Embrapa FlorestasPara uso energético, as florestas plantadas conjugam fatores positivos como grande extensão territorial, oportunidade para incorporação de áreas degradadas (que já somam 130 milhões de hectares), disponibilidade de espécies florestais adaptadas para quase todas as regiões e conhecimento científico e tecnológico na área de silvicultura.No entanto, existem gargalos como a produção de sementes florestais de qualidade. “O Brasil não tem produção suficiente para dobrar a área plantada que hoje está em 5 milhões de hectares”, pontuou Helton Damin Silva, chefe da Embrapa Florestas (Colombo, PR), unidade que lidera o projeto Florestas Energéticas com a participação da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) e da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). De acordo com Damin, o mercado de madeira está aquecido. Dos 350 milhões de metros³ demandados por ano, apenas 90 milhões são oriundos de florestas plantadas. A diferença é suprida pela mata nativa de forma legal ou não. “Cerca de 30% de todo o eucalipto plantado no Brasil estão em Minas Gerais para atender basicamente a indústria siderúrgica. É o Estado mais interessado na questão”, afirma Damin. Não por menos, é o Estado que irá hospedar, em junho de 2009, o I Congresso de Florestas Energéticas. Outra forma de obter energia é o aproveitamento de resíduos agroindustriais. Dados apresentados pelo diretor do INEE, Pietro Erber, mostram que há potencial para uso de até 9,1 milhões de ton/ano de biomassa vindas do bagaço de cana, casca de arroz, fibras residuais de coco, milho, sorgo, café, algodão e fumo, além de restos de madeira e podas de árvores. O volume seria suficiente para gerar 174 mil empregos, mas ainda faltam tecnologias mais eficientes para o processamento destas matérias-primas. O capim elefante, tema levado pela Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e pelo Instituto de Pesquisa Tecnológicas – IPT (São Paulo, SP), chama atenção pelo crescimento rápido e pela produtividade de até 30 toneladas de massa seca/ha/ano. Pesquisas com melhoramento genético poderiam abreviar os ciclos de colheita.Os debates continuam hoje (03.09): dimensão social e ambiental do carvão vegetal, gaseificação de biomassa, combustíveis sintéticos, bio-refinarias e produtos não energéticos na cadeia da madeira. O evento é patrocinado pelo BNDES e pela Vale (Companhia Vale do Rio Doce).

Soraya Pereira Jornalista, MTb 26.165-SP
Embrapa Agroindústria de Alimentos
Bruna Dias Assessoria de Imprensa do INEE
O QUE É....
Célula combustível?
Célula a combustível (Fuel Cell) é uma tecnologia que utiliza o hidrogênio e o oxigênio para gerar eletricidade e vapor d'água quente resultante do processo, com alta eficiência, ausência de emissão de poluentes quando se utiliza o hidrogênio puro, além de ser silenciosa. Existem várias fontes de hidrogênio a serem utilizadas, tais como: a gasolina, o gás natural, o óleo diesel, o etanol (álcool), o metanol, o lixo urbano e rural e água, entre outros, onde se pode extrair e utilizar o hidrogênio para reagir com o oxigênio do ar.
Fique sabendo
A célula combustível diminui nossa dependência em utilizar o petróleo para produzir energia, emite menos gases do efeito estufa, proporciona redução de baterias nos aterros sanitários e é mais eficiente na geração de energia e no consumo.
Fonte: Alshop Notícias.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sejamos sensatos!


Maria das Graças Peixinho



As notícias sobre a destruição dos recursos ambientais não param de ser veiculadas pelos meios de comunicação. São informações relativas à devastação de florestas, poluição do ar e das águas por agentes químicos e outros dejetos, além do derretimento das geleiras em razão do aquecimento global.
O que se noticia são acontecimentos concretos, objetos de pesquisas científicas sérias, mostrados pela televisão, descritos e fotografados pelos meios impressos. Entretanto, para muitíssimas pessoas, tudo não passa de ficção. Mesmo com tantas evidências, nada faz com que elas mudem seus hábitos ou costumes em benefíio de si mesmas. Como exemplo desse comportamento acrítico, egoísta e irresponsável , pode-se citar o modo como as pessoas se utilizam da água e tratam o seu lixo domiciliar. Nem o custo do consumo de água impede que lavem pratos e escovem dentes com a torneira aberta, tomem banhos demorados, usem a descarga de forma acentuada ou então mangueiras para lavar pisos e carros, sem se preocupar com a quantidade de água utilizada nesse procedimento. Tudo isso denota desrespeito à natureza e falta de educação e conhecimento quanto à dificuldade de renovação dos potenciais hidraulicos.
Outro problema que não é levado em consideração é a separação dos materiais que compõe o lixo. A reciclagem é fundamental para economizar os recursos ambientais. Onde não há coleta, o lixo é jogado em lugares imprópios, inclusive nos manaciais, poluindo e causando uma série de doenças.
A população age sem a menor responsabilidade, enquanto os governantes pouco se preocupam em desenvolver ações educativas no sentido de instruí-la para agir de forma educada em benefício da sobrevivência de todos. É uma realidade muito presente, mas que ninguém quer enxergar. Que pena!